sábado, 20 de setembro de 2014
Arion Vannhose - Capítulo 1: Reação
Outros rebeldes ganhavam vantagem de 2 para 1 contra os soldados que protegiam o portão de acesso ao castelo. Eles rapidamente derrotaram os resistentes e entraram pelo salão principal, completamente vazio. Surpresos por não ter mais guardas, continuaram seu caminho até o quarto do rei. Subiram as escadas, porém, enquanto subiam, um homem saiu de um corredor com quatro soldados atrás dele. Ele jogou a capa para trás e deu um sorriso sarcástico para os invasores. Sua armadura brilhava, provavelmente foi polida recentemente. O elmo cobria somente a parte do nariz e as laterais da cabeça, deixando os olhos e a boca visíveis. Seu cabelo era de um branco intenso e seus olhos verdes faiscavam com a emoção do combate, contrastando com sua pele levemente morena.
-Ha! Você acha que cinco homens irão nos parar? Matamos muito mais lá embaixo! - disse o líder rebelde.
-Sim, achamos. Você sabe quem eu sou? E quem eles são? - disse com sua voz barítona.
-Não me interessa. Você e eles vão morrer.
-Sou Arion Vannhose. Capitão Arion Vannhose. Líder dos Espadas de Prata, a elite do rei. E você está diante dos cinco melhores lutadores do reino. Ajoelhe-se e entregue-se.
O líder dos revoltosos sacou a espada e saltou sobre ele. Que em um movimento ágil, sacou a espada e o desarmou, empurrando-o de volta pra escada. O rebelde se desequilibrou e rolou dela, desmaiando. Mais dois atacaram. Arion girou e atingiu um no rosto e o outro errou o golpe. Em um golpe quase perfeito, ele rotacionou o corpo e por muito pouco não atingiu o capitão, que saltou para o lado e cravou a espada na barriga dele. Ele ganiu de dor e caiu no chão. Os outros rebeldes pararam. Um momento de dúvida os deixou despreparados para o ataque dos quatro homens que acompanhavam Vannhose. Eles foram derrotados rapidamente. Eles saíram do castelo e, no pátio, ajudaram a controlar os rebeldes que começavam a vencer. Então ele se aproximou de um homem com uma armadura tão nova quanto a dele.
-General Cornahan, quantos estão protegendo o pátio traseiro?
-Tenho... Ninguém...
-O rei está desprotegido no quarto! Eu vou subir. - e saiu correndo para dentro do castelo.
Sua espada estava empunhada enquanto corria pela escadaria. Entrou em um corredor e seguiu até um quarto. Ele tirou a adaga de um suporte preso a cota de malha e chutou a porta. Um homem erguia a adaga para crava-la no coração do rei. A rainha estava jogada no chão, inconsciente, talvez por causa de um golpe. Ele jogou a adaga e atingiu o braço do assassino, que praguejou e arrancou ela do braço. O invasor sacou a espada e atacou o capitão. Ele desarmou o intruso e acertou um soco no rosto dele, que tropeçou, e rapidamente ensaiou um golpe que foi bloqueado. Um soco atingiu ele no estomago e outro diretamente no braço ferido. Ele gritou e saltou de volta sobre Arion, atingindo-o com um forte chute no peito. Ele caiu sobre uma mesinha que havia ao lado da porta e a quebrou. Ele tentou inutilmente alcançar a espada mas seu braço foi pisado pelo inimigo. Pela primeira vez, Vannhose se viu perdendo uma luta e isso era desesperador. Ele foi tomado pelo medo e em uma reação instintiva, agarrou a perna dele e o puxou, derrubando-o. E então subiu nele e começou a socar o rosto dele. A golpear qualquer membro acessível. O homem desmaiou. Ele continuou socando seu rosto. A manopla de sua armadura a qualquer momento faria um enorme estrago nele. A rainha estava acordando. Ao ver aquilo, correu e implorou para que ele parasse. Ele, descontrolado e com ódio, a empurrou. Ela tentou impedi-lo de continuar e ele se levantou abruptamente e a agarrou pelo braço. Ele ensaiou um tapa. Ela se encolheu e ele parou. Ele a encarou e correu para a cama do rei. Ele estava bem. Ele não compreendia a reação que acabara de ter. Ele olhou pela janela e os rebeldes haviam sido controlados. Ainda perplexo, e agora aliviado pela segurança do rei, ele simplesmente pegou o corpo inconsciente do homem e o jogou da janela. A queda do terceiro andar o matou na hora. Ele virou as costas e saiu.
sábado, 6 de setembro de 2014
Dalimer, Deus da Natureza e das Emoções
1. Origem
O surgimento de Dalimer, embora existam várias teorias, colide em um ponto: o mar. No momento da criação da vida, uma partícula pura da união de Dia e Noite caiu no oceano, e foi levada até a praia e esculpida pela espuma e pela areia. Então, ao tomar forma, ele caminhou para a água e se sentiu surpreso com a quantidade de criaturas que encontrou enquanto nadava. Curioso por não saber que lugar era aquele, saiu para explorar em terra. E encontrou vários animais. Sozinho, aprendeu a se alimentar das frutas. Com o tempo, desenvolveu o dom da fala e tentava se comunicar com os outros animais.
2. Busca
Em suas varias caminhadas, ele encontrou uma ave que assobiava uma belíssima melodia. Ele se sentiu encantado pela beleza do pequeno ser. E tentou, de toda forma, imita-lo. Ao ver que não conseguia, ele saiu. E se sentiu triste por não conseguir copiar algo tão belo.
Algum tempo depois, em suas buscas, ele sentiu a agua que ele gostava de nadar caindo do céu. Por um momento ele sentiu medo do que aquilo poderia ser, acreditando que toda a agua estava mudando de lugar. Mas, quando a chuva passou, ele se sentiu feliz por ter terminado tudo bem.
Então ele percebeu que todos os animais tinham alguem a sua semelhança. E ele não. Dia e Noite, curiosos com o desenvolvimento do planeta, viram Dalimer enquanto observavam sua criação favorita. Curiosos, eles moldaram a matéria para que ela contivesse toda a sua energia e pudessem vir para o nosso mundo. Quando chegaram, procuraram aquela criatura diferente e que eles não sabiam como havia surgido.
3. Retorno
Após muita busca, eles encontraram o pequeno intruso na sua criação. Ele, feliz por encontrar alguem que o entendesse, os ensinou a linguagem rústica que ele desenvolveu. Com os três falantes, eles passaram a nomear o mundo. Porém, Dia e Noite estavam fracos demais para continuar sustentando o próprio poder nas carcaças que criaram. Eles voltaram para o céu bem a tempo. A carcaça foi destruída e eles, extremamente enfraquecidos, entraram em uma hibernação que durou centenas de Varniens (anos). Ele se sentiu solitário e desesperado. Ele queria se sentir amado novamente.
Sozinho, sem entender porque o abandonaram, e entediado, ele se aproximou de um rio. Quando olhou para ele, viu seu reflexo. E acreditando ser alguém igual a ele, tentou abraça-lo. Ele caiu e a forte correnteza o levou, matando-o afogado, mesmo sendo um exímio nadador. Nesse momento, seus amigos estavam voltando e não puderam salva-lo. Então, em retribuição, eles devolveram sua energia ao grande fluxo que move o mundo. E ele passou a proteger as emoções, pois foi o primeiro a senti-las, e a natureza, pois foi o primeiro a conhecer ela sem um ponto de vista divino.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
A Criação de Stalvyr
1. Antes do mundo
Antes de tudo, antes do Universo como o conhecemos, era uma enorme Noite. Que existiu desde sempre, pois não havia uma contagem de tempo. Ela reinou por um longo período. Até que um dia, algo, vindo de algum canto desconhecido, a enfrentou. E a Noite enfrentou a ameça. Por muito tempo elas se enfrentaram, até que ela, cansada, se retirou para um canto obscuro do Universo. Então o Dia, vitorioso, tomou seu lugar. Reinou sobre o Universo a partir daquele dia. E a Noite continuou seu descanso.
Muito tempo depois, a Noite retornou, com sua escuridão eterna. Dia reinava com sua luz dourada. Ambos estavam cansados demais, e não queriam mais lutar. Então, Dia propôs um acordo: eles se uniriam para reger o Universo. Foi nesse momento que eles perceberam que algumas partes de seus corpos tinham sido perdidas. Dia deu as suas faíscas brilhantes para Noite e ela as usou para alegrar sua escuridão profunda e perturbadora, gerando as estrelas. E, em troca, ela deu algumas partes perdidas de seu corpo para seu novo amigo. Porém, ao toca-las, Dia se sentiu preenchido por um poder tão grande que o fez dar origem a matéria física. Ambos, maravilhados, pensaram o que poderiam fazer com aquilo. Então, começaram a molda-la de todas as formas que conseguissem.
2. A Criação de Sayzar e Vidair
